Os três primeiros meses do ano foram complicados para o mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte. As demissões superaram as contratações e o saldo de empregos no trimestre ficou negativo em 5,4 mil vagas.
O segmento das microempresas foi o único a gerar novos postos de trabalho, com a criação de 1.299 novas vagas, enquanto as empresas de demais portes tiveram saldo de empregos negativo no período.
O saldo negativo foi um reflexo do alto número de demissões verificado no setor agropecuário, cujo saldo trimestral foi de 4,7 mil vagas perdidas. Somente na região Oeste, foram perdidos cerca de 3 mil postos de trabalho ligados predominantemente à atividade agrícola. O comércio foi o setor que mais demitiu no RN neste início de ano.
O cenário não ficou restrito ao Rio Grande do Norte. No Nordeste, somente a Bahia teve um resultado positivo no saldo de emprego no acumulado do trimestre, com 11.179 novas vagas. Todos os demais estados registraram perdas de postos de trabalho, sendo que o RN teve o quarto menor impacto. Pernambuco perdeu mais de 26 mil vagas, enquanto os vizinhos Ceará e Paraíba perderam 7,9 mil vagas e quase 8,5 mil vagas respectivamente.
As informações referentes ao comportamento do mercado de trabalho também constam na edição 43 do Boletim dos Pequenos Negócios do RN, que é elaborado mensalmente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte e leva em conta os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
CENÁRIO NACIONAL
Os pequenos negócios foram os grandes responsáveis por manter o nível de emprego no primeiro trimestre de 2019. Estudos feitos pelo Sebrae, com base em dados do ministério da economia, mostram que as micro e pequenas empresas são especialmente importantes para o público mais jovem, que busca o primeiro emprego. Em 2017, quando o levantamento foi realizado, os números do Caged confirmaram que as micro e pequenas empresas são a principal porta de entrada para o trabalho formal no Brasil.
Os pequenos negócios foram os grandes responsáveis por manter o nível de emprego no primeiro trimestre de 2019. Estudos feitos pelo Sebrae, com base em dados do ministério da economia, mostram que as micro e pequenas empresas são especialmente importantes para o público mais jovem, que busca o primeiro emprego. Em 2017, quando o levantamento foi realizado, os números do Caged confirmaram que as micro e pequenas empresas são a principal porta de entrada para o trabalho formal no Brasil.
Segundo o estudo, os pequenos negócios deram a primeira oportunidade de emprego para a maioria (55%) do total de 1,4 milhão de brasileiros que assinaram a carteira de trabalho pela primeira vez. Ainda de acordo com a pesquisa, 69,5% das 755,5 mil pessoas que foram contratadas pelas MPE e que tiveram a carteira assinada, pela primeira vez, em 2017, eram jovens com até 24 anos de idade.
Quando cruzadas as informações sobre o perfil do primeiro emprego, por sexo e nível de escolaridade, a avaliação do Sebrae revela que as mulheres com mais tempo de estudo (superior incompleto e superior completo) tiveram a preferência dos pequenos negócios, em 2017, superando a mão de obra masculina com mesmo nível.
Nenhum comentário:
Postar um comentário