

Um cemitério centenário na beira da praia no Ceará está sendo engolido pelo mar. Enquanto a água avança, a população vai recuando os túmulos. O local fica a cerca de 200 km de Fortaleza, capital do estado, e é testemunha quase silenciosa dos efeitos do aquecimento global.
Os túmulos ficam entre os distritos de Icaraizinho e Caetanos, dois pontos turísticos no litoral cearense. Ali, um corpo aportou na praia dentro de um saco em 1904. Segundo Herisvaldo Gonçalves de Souza, 55 anos, professor da escola da região e pesquisador da história local, uma senhora chamada Zefa Carmo enterrou o cadáver, que ficou conhecido como Homem do Saco.
Dias depois, ela sonhou com o espírito indignado. Herisvaldo ouviu essa história de uma pastora de ovelha, sobrinha-neta de Zefa.
— Ele apareceu para a dona Zefa, contou que seu nome era Serafim e pediu para, por favor, não chamá-lo mais de Homem do Saco. A partir daí, virou São Serafim — conta o professor, conhecido como Maninho, mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). — Não tem comprovação científica, mas o povo daqui acredita. Diz que ele obra milagres.
Nenhum comentário:
Postar um comentário