Nos últimos anos, foi a única voz contrária às diversas propostas que a empresa recebeu, da francesa Total à norte-americana Bunge.
Ao contrário, azedou as relações com os sócios ao defender, em 2008, a compra da rede de postos da espanhola Repsol –considerada ruim pelo mercado– apenas nove meses depois de ter perdido disputa com a Cosan pela rede da Esso.
Foi justamente num posto Esso que Alecrim iniciou a carreira. Ele assumiu a administração do posto em Canguaretama (67 km de Natal), quando o pai teve que se ausentar por problemas de saúde.
Diz que, ali, entendeu que o transporte do combustível poderia agregar valor. “As grandes distribuidoras davam pouca atenção aos pequenos postos do interior.”
Expandiu a frota de caminhões e, ao criar a distribuidora, em 1996, convidou para sua equipe os profissionais da Esso e de fornecedores com quem lidava do outro lado do balcão.
É considerado por colegas uma pessoa “de relacionamentos”, que construiu imagem de credibilidade com o esforço em dar atenção especial a clientes e fornecedores.
Alecrim não diz com quanto dinheiro ficará após a conclusão da venda, que depende ainda de aval dos órgãos de defesa da concorrência.
Do valor anunciado, R$ 2,17 bilhões, será deduzida a dívida da companhia, de R$ 737 milhões.
Ele diz que seu foco, agora, é preparar a transferência dos ativos: pelo acordo com o Ultra, permanecerá na empresa por um ano após a conclusão do negócio.
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