terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Após dois meses, Santa Cruz volta a ter aumento de casos de Covid-19 em novembro, mas número de mortes é o menor desde abril


Santa Cruz voltou a ter aumento de casos confirmados de Covid-19 neste mês de novembro, mas o número de mortes foi o segundo mais baixo desde o início do registro de casos no município.

De acordo com levantamento feito pelo Blog Édipo Natan, com base nos dados dos Boletins Epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 111 casos de Covid-19 em Santa Cruz durante o mês de novembro.

Após dois meses abaixo dos 100 casos (setembro foram 88 casos confirmados e outubro foram registrados 64 casos), o número voltou a subir e passar dos 100 casos confirmados em um único mês.

De acordo com técnicos da Secretaria Municipal de Saúde, alguns fatores explicam isso, como o aumento de testagem, já que qualquer pessoa pode solicitar teste de sorologia atualmente, mas também existe um aumento de demanda nas últimas semanas, fato que tem ligado o sinal de alerta de todos os profissionais para possibilidade de aumento de casos de forma mais significativa daqui pra frente.

O lado positivo é o baixo número de óbitos. Desde abril, quando Santa Cruz começou a registrar casos de Covid-19, este é o segundo mês com menor números de mortes. Apenas um óbito foi registrado em novembro.

O número só não é menor que em abril, quando ninguém morreu de Covid-19 naquele mês, já que os primeiros óbitos de Santa Cruz foram registrados em maio.

Os profissionais de saúde estão em alerta constantes sobre a possibilidade de aumento de casos, e sempre pedem a população para que as medidas de proteção individual sejam mantidas para minimizar a possibilidade de contaminação pelo novo Coronavirus em Santa Cruz.

Veja o histórico mês a mês dos casos de Covid-19 em Santa Cruz:

Abril
Casos confirmados: 12
Mortes confirmadas: 00

Maio
Casos confirmados: 50
Mortes confirmadas: 03

Junho
Casos confirmados: 183
Mortes confirmadas: 03

Julho
Casos confirmados: 309
Mortes confirmadas: 09

Agosto
Casos confirmados: 218
Mortes confirmadas: 08

Setembro
Casos confirmados: 88
Mortes confirmadas: 04

Outubro
Casos confirmados: 64
Mortes confirmadas: 02

Novembro
Casos confirmados: 111
Mortes confirmadas: 01

Conta de luz terá cobrança extra a partir desta terça-feira, decide Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta segunda-feira (30) que haverá cobrança extra na conta de luz dos consumidores a partir desta terça (1º). Em reunião extraordinária, a Aneel decidiu que será cobrada a bandeira vermelha patamar 2, cujo valor é o maior no sistema de bandeiras da agência. Com isso, a cobrança extra será de R$ 6,24 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em 26 maio, a Aneel havia anunciado que não haveria cobrança extra na conta de luz até 31 de dezembro deste ano, em razão da pandemia do novo coronavírus. Na reunião desta segunda-feira, contudo, a agência decidiu revogar a decisão e aplicar a bandeira vermelha patamar 2.

WhatsApp permite usar papéis de parede diferentes para cada contato

O WhatsApp lança nesta semana melhorias para busca de figurinhas animadas e o uso de papéis de parede diferentes de acordo com o contato. Junto com os novos recursos acima, o pacote de figurinhas “Juntos em casa”, da Organização Mundial da Saúde (OMS), passa a ter adesivos animados.

Veja todas as novidades em detalhes:

  • recurso de pesquisa de figurinhas: dá para encontrá-las a partir de texto ou emoji, ou navegando através de categorias comuns
  • papéis de parede personalizados para os contatos mais importantes e pessoas favoritas do usuário. Assim, segundo o WhatsApp, “você nunca mais vai precisar se preocupar de ter enviado uma mensagem no chat errado”
  • papéis de parede para o “modo escuro”
  • papéis de parede com o desenho padrão (doodle) em novas cores
  • galeria de papéis de parede atualizada (novidades nos álbuns “Bright” e “Dark”)

Segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa é estendida no RN

O Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) anunciou nesta segunda-feira (30) a prorrogação da segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. A decisão foi tomada após orientação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Com esta medida, os produtores do RN terão até o dia 15 de dezembro para adquirir a vacina e até 15 de janeiro para declarar o rebanho, ganhando mais tempo para imunizar os animais. De acordo com o Idiarn, nesta etapa, a vacinação é obrigatória apenas para os animais de 0 a 24 meses.

O instituto reforça que os produtores cadastrados devem adquirir a vacina em uma das lojas autorizadas. Para declarar o rebanho, até o prazo estendido de 15 de janeiro, basta procurar um dos escritórios do próprio Idiarn, Emater ou secretarias municipais de Agricultura.

Brasil registra 5,6 milhões de pessoas recuperadas da covid-19

 

O Brasil registrou nesta segunda-feira (30), mais 22.993 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 5.601.804 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas já representa 88,4% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil é quase dez vezes superior ao número de casos ativos (560.954), que são os pacientes em acompanhamento médico.

Adoção de cartinhas para o Papai Noel dos Correios será pela internet

 

Com pedidos que vão de bicicletas, carrinhos e bonecas a material escolar e cestas básicas, as cartinhas das crianças para a campanha Papai Noel dos Correios, uma tradição do Natal, serão enviadas de forma diferente neste ano. Por causa da pandemia do novo coronavírus, os pedidos serão adotados virtualmente. Interessados em realizar os sonhos das crianças podem acessar o blog da campanha,  clicar em “Seja você Noel” e seguir os passos indicados para adotar uma cartinha.

Com base na localidade informada, serão disponibilizadas as cartas e as sugestões de locais para entrega dos presentes. No blog, estarão disponíveis cartas de crianças de escolas públicas, creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos, independentemente da idade, matriculadas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Também há orientações sobre datas, locais e horários de funcionamento dos pontos de entrega.

Eleitor tem 60 dias para justificar ausência em votação

 

O eleitor que não compareceu às eleições realizadas no último domingo (30) tem até 60 dias para justificar a ausência na Justiça Eleitoral. A justificativa deverá conter a documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito. 

A requisição pode ser feita por meio do aplicativo de celular e-Título, pelo Sistema Justifica ou por meio do comparecimento a um cartório eleitoral para a entrega do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que pode ser preenchido aqui . O requerimento pode ser enviado pelos correios ao juiz da zona eleitoral na qual o eleitor for inscrito, acompanhado da documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito. Veja a relação das zonas eleitorais.

Gasolina, energia e saúde vão pesar mais no bolso do consumidor em 2021

A inflação de preços controlados pela administração pública, como tarifas de serviços essenciais, deve ficar neste ano em um dos patamares mais baixos da história, mas voltará a pesar no orçamento do consumidor em 2021.

Por causa da pandemia, reajustes de planos de saúde e energia foram adiados. Além disso, os preços de combustíveis caíram por causa da desaceleração da economia em 2020, mas devem voltar a subir no próximo ano.

Vereador eleito Dinda Felix foi a surpresa nas eleições municipais 2020 em Japi-RN

Persistente e dono de uma simplicidade sem igual, depois de três tentativas consecutivas, ele foi eleito, na sexta colocação, com uma expressiva votação de 252 votos. 

Dida Félix é mais um dos novatos eleitos para a próxima legislação e tem muito que comemorar, pois conseguiu se eleger em meio ao um grupo cheio de candidatos extremamente fortes. 

Ele é mais um que, merecidamente, vai exercer uma importante função em nosso município. 

Parabéns e boa sorte ao amigo, sucesso ao vereador eleito! TEXTO JAPI EM FOCO

Vem ai um grande show de louvor e adoração em Laje Pintada-RN

 


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

MORRE CRIANÇA VÍTIMA DE EXPLOSÃO DE BOTIJÃO DE GÁS

Morreu no último domingo (29) uma das quatro pessoas que foram atingidas pela explosão de um botijão de gás em casa, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Maria Eduarda Gomes da Silva, de cinco anos de idade, morreu no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, após uma parada cardiorrespiratória.

Ela havia sido atingida por queimaduras de 2° grau em 55% do corpo. Ela estava internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) Pediátrico da unidade em estado considerado gravíssimo pelos médicos e respirava com a ajuda de aparelhos.

Na última quarta (25), a casa onde as quatro pessoas estavam explodiu por causa de um botijão. De acordo com o Corpo de Bombeiros, houve um escapamento de gás na casa.

As outras vítimas da explosão seguem internadas na unidade. Jorge Alexandre Gomes da Silva, de oito anos de idade, tem quadro considerado estável. Ele também está internado no CTI Pediátrico e teve 45% do corpo queimado. Ele respira sem a ajuda de aparelhos.

Jorge Luiz Pereira da Silva, de 45 anos, está internado no CTI em estado considerado grave e respirando com a ajuda de aparelhos, com uso de sedação e medicamentos analgésicos.

Jéssica Gomes da Silva, de 25 anos, também está sedada no CTI do Hospital Adão Pereira Nunes, respirando com a ajuda de aparelhos. O caso dela também é considerado grave.

MULHER É MORTA A PEDRADAS E PAULADAS

Na cidade de Patos, sertão paraibano, uma mulher de 39 anos foi morta após ser agredida a pauladas e pedradas. O crime aconteceu na madrugada desta segunda-feira (30/11). Segundo a polícia, ela estava acompanhada de um homem, que também ficou gravemente ferido.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas ao chegar ao local, ela já estava morta.

O sobrevivente foi socorrido para o Hospital Regional da cidade.

EM MEIO À PANDEMIA, RN REGISTRA 390 CASOS DE AIDS E 572 DE HIV

No período de janeiro a outubro de 2020, já foram registrados 320 casos de AIDS, 572 casos de HIV e 109 de gestante HIV no estado. Somente em 2019, foram registrados 632 casos confirmados de AIDS no Rio Grande do Norte. 980 casos de HIV e 108 casos de gestantes com HIV. Em comparação com o ano de 2018, observou-se redução de 8,6% no registro de casos de AIDS, de 0,7% nos casos de HIV e de 5,2% nos casos de gestante HIV.

Hoje, existem 38 milhões de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV. Foram 1,7 milhão de novas infecções até o final de 2019. No Rio Grande do Norte 7.423 pacientes tratam o HIV/AIDS nos 14 serviços de Assistência Especializada (SAE), localizado nos municípios de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu, Santa Cruz, São Paulo do Potengi, Caicó, Mossoró e Pau-dos-Ferros.

É importante diferenciar HIV e AIDS. HIV é o vírus que quando em contato com o organismo positiva o paciente e a AIDS é o agravamento da doença, quando a pessoa desenvolve infecções oportunistas. Uma pessoa pode conviver anos com o HIV sem desenvolver a AIDS.

Para pensar uma forma de conscientização das pessoas sobre os riscos de transmissão da doença e de outras infecções sexualmente transmissíveis, o Dezembro Vermelho nasce a partir de uma Lei 13.504, publicada em 2017 no Brasil. No mundo, o dia primeiro de dezembro é celebrado anualmente desde 1988.

A melhor forma de prevenção é o uso de preservativo durantes as relações sexuais, além da utilização de seringas e agulhas descartáveis.

Programação e prevenção

A IV URSAP irá desenvolver atividades alusivas a campanha mundial do combate a AIDS sendo elas: distribuição de insumos de prevenção e testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatites Virais para os 25 municípios da jurisdição da IV URSAP, além de atividades em alusão ao dia mundial na sede da IV URSAP para os trabalhadores.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), através do Programa Estadual IST, AIDS e Hepatites Virais, recomenda que os municípios continuem oferecendo a testagem rápida para o HIV, bem como a distribuição de preservativos, definindo estratégias, de acordo com as diretrizes nacionais, de forma a garantir condições de segurança para população e equipes de saúde.

Brasil: entenda o décimo terceiro salário

 


Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o décimo terceiro salário tem a primeira parcela paga até hoje (30). A partir de amanhã (1º), o empregado com carteira assinada começará a receber a segunda parcela, que deve ser paga até 18 de dezembro.

Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Por causa da pandemia de covid-19, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio. A segunda foi depositada de 25 de maio a 5 de junho.

Quem tem direito

Segundo a Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Trabalhadores em licença maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício.

No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa.

Cálculo proporcional

O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa. Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. O cálculo é feito da seguinte forma: a cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a 1/12 (um doze avos) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados.

A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontada a gratificação se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência.

Tributação

O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o salário, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela.

A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física.

Pandemia

A situação dos trabalhadores com contrato suspenso ou com jornada reduzida com diminuição proporcional dos salários só foi definida no início de novembro. Para os contratos com jornada reduzida, o décimo terceiro e as férias devem ser pagos de forma integral.

No caso de suspensão de contratos, o período não trabalhado será descontado do décimo terceiro. No entanto, para manter a harmonia com a legislação, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro e será pago.

Os critérios para da gratificação nessas situações foram definidos por nota técnica editada pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia no início de novembro. Embora a nota técnica não tenha força de lei, equivale à interpretação da norma pelo governo e será levada em conta pelos auditores fiscais do trabalho nas fiscalizações das empresas.

INSS prorroga suspensão de bloqueio de benefícios e prova de vida volta só em 2021

O governo federal prorrogou por mais dois meses, novembro e dezembro, a interrupção do bloqueio dos créditos de benefícios previdenciários por falta de realização da comprovação de vida aos beneficiários residentes no Brasil ou no exterior.

A decisão já havia sido anunciada na sexta-feira (27), mas a Portaria do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (30).

Segundo a portaria, a interrupção não prejudica a rotina e obrigações contratuais estabelecidas entre o INSS e a rede bancária pagadora de benefícios, devendo a comprovação de vida junto à rede bancária ser realizada normalmente.

Recadastramento

Também nesta segunda, a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal publicou Instrução Normativa no DOU estabelecendo orientações sobre o processo de recadastramento de aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis.

A IN suspende, até 31 de janeiro de 2021, a exigência de recadastramento anual de aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis.

Segundo a norma, a suspensão não afeta o recebimentos dos proventos ou pensões pelos beneficiários.


Projeto amplia teste do pezinho na rede pública de saúde

 


Foi apresentada no Senado proposta que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990) para que teste do pezinho ampliado seja oferecido pela rede pública de saúde. O Projeto de Lei (PL) 5.128/2020 é de autoria do senador Lasier Martins (Podemos-RS).

Atualmente, a triagem neonatal, conhecida como teste do pezinho, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é capaz de detectar apenas seis doenças: fenilcetonúria; hipotireoidismo congênito; doenças falciformes e outras hemoglobinopatias; fibrose cística; hiperplasia adrenal congênita; e deficiência de biotinidase. Já a versão ampliada, disponível na rede particular consegue diagnosticar até 53 doenças. O projeto prevê ainda que os hospitais deverão prestar orientação aos pais sobre a importância do exame para os recém-nascidos.

De acordo com o texto, existem alguns locais que disponibilizam o teste na versão ampliada como Distrito Federal, Minas Gerais e Bahia. O projeto quer estender a oferta desse teste ampliado para todo o atendimento do SUS.

Na justificativa do projeto, Lasier explicou que por conta da ampliação do teste no Distrito Federal os índices de mortalidade infantil diminuíram desde 2008. O senador ressaltou que “os custos com saúde também foram minimizados, uma vez que, com o diagnóstico precoce, a doença rara tem um tratamento mais eficiente e garante melhor qualidade de vida do paciente e dos seus familiares”.

Fonte: Agência Senado

Estado quer limitar valor de carro para isenção de IPVA para pessoas com deficiência

O Governo do Estado propôs uma alteração na Lei Estadual n° 6967, que dispõe sobre isenção de Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) para pessoas com deficiência no Rio Grande do Norte. A mudança, que já foi aprovada pela Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa, quer tornar a lei mais limitada. 

Para o vereador eleito de Natal, Tercio Tinoco, que é deficiente físico e luta pela causa há anos, a alteração é um retrocesso. A matéria ainda vai ser colocada em votação no plenário, mas já preocupa. “A isenção do imposto passa a valer apenas para veículos com valor abaixo de 70 mil reais. Tem pessoas com deficiência com necessidades que vão além disso. Eu mesmo conheço um casal de cadeirantes que precisa de um carro maior, e mais caro, para poder transportar as cadeiras. Não é justo que eles, e tantos outros, percam o direito ao benefício”, conta Tercio Tinoco.

No ano passado, ele liderou um movimento que lutou pela alteração da lei de 1996, e garantiu isenção do IPVA para veículos com mais de 120 cavalos de potência (limite imposto pela legislação até então) e incluiu na lista de beneficiários as pessoas com deficiência auditiva ou seus representantes legais. A proposta era uma iniciativa da deputada estadual Cristiane Dantas e chegou a ser vetada pelo Governo, mas a pressão das pessoas com deficiência resultou na derrubada do veto.

“Aquele era mais um absurdo. A lei valia para veículos que, em sua maioria, não comportavam sequer uma cadeira de rodas. Foi uma vitória das pessoas com deficiência na época, e daqui pra frente, só queremos andar pra frente, sem retrocessos”, diz Tercio, que promete lutar pela revogação da alteração. “Não queremos privilégios, mas leis que atendam às nossas reais necessidades – e só quem vive a nossa realidade sabe quais são elas. Espero que a Assembleia e o Governo do Estado revejam essa decisão”, completa o vereador eleito.


Mulheres devem ter direito a folga na menstruação? Alguns países dizem que sim

Sachimi Mochizuki trabalha no Japão há duas décadas, mas nunca tirou um dia de folga por causa da menstruação.

Isso acontece porque Mochizuki tem sorte: seus ciclos não são problemáticos. Mas ela também está relutante em usar esse antigo direito de licença no Japão, pois isso envolveria dizer a seus gerentes, a maioria dos quais são homens, que ela está menstruada.

“É muito privado e, especialmente no Japão, ainda é meio tabu”, contou Mochizuki, que trabalha com gerenciamento de eventos. “Não queremos falar sobre isso com nenhum homem”.

O direito a licença durante o período menstrual existe há mais de 70 anos no Japão, e o país não é o único na Ásia a ter tal política. A Coreia do Sul adotou licença para a menstruação em 1953. Na China e na Índia, as províncias e as empresas estão cada vez mais adotando políticas de licença-menstruação com uma série de direitos.

Fora da Ásia, no entanto, a maioria dos países não reconhece esse direito. A política de licença-menstruação é quase inexistente nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Europa, por exemplo.

Mesmo em países que adotam a licença-menstruação, as feministas estão divididas sobre se o direito é um retrocesso ou um sinal de progresso no que diz respeito aos direitos das mulheres. Alguns argumentam que ela é tão necessária para as mulheres trabalhadoras quanto a licença-maternidade, enquanto outros dizem que isso considera as mulheres menos capazes do que os homens e pode levar a mais discriminação.

Disponível, mas pouco usado

O Japão introduziu sua política de licença-menstruação em 1947 ao tratar de questões de direitos trabalhistas.

Por pelo menos uma década, as operárias de fábrica tiveram licença temporária por causa do trabalho duro e das más condições sanitárias, enquanto lutavam com dores do ciclo menstrual. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, o país incluiu a licença temporária em suas novas leis trabalhistas como um direito para todas as funcionárias cujos ciclos são “especialmente difíceis”.

Em 1965, a adesão ao direito era relativamente alta, de cerca de 26%, de acordo com a mídia local. As estimativas variam quanto à proporção de mulheres em todo o mundo que apresentam dismenorreia, ou seja, a forte cólica menstrual que interfere nas atividades diárias, mas todas apontam que essa seja uma condição comum.

Com o passar do tempo, menos mulheres optaram pela licença. Uma pesquisa do governo japonês em 2017 descobriu que apenas 0,9% das funcionárias pediram essa licença temporária.

Na Coreia do Sul, o uso também caiu. Em uma pesquisa de 2013, 23,6% das mulheres sul-coreanas usaram a licença. Em 2017, essa taxa havia caído para 19,7%.

Há alguns motivos que podem explicar isso. Embora todas as empresas no Japão tenham que conceder licença-menstruação às mulheres que a solicitam, elas não são obrigadas a pagar pelo dia não trabalhado.

E algumas mulheres podem desconhecer o direito à licença, já que as empresas normalmente não o anunciam, como contou Yumiko Murakami, chefe do Centro de Tóquio da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Mas o maior problema na Coreia do Sul e no Japão é cultural.

As mulheres já enfrentam uma batalha difícil nos dois países, que têm algumas das maiores disparidades salariais de gênero entre os países da OCDE, e algumas das menores participações em cargos de liderança. Segundo Murakami, embora seja ilegal discriminar funcionárias no Japão, elas muitas vezes enfrentam pressão para parar quando engravidam. Para piorar, os trabalhadores de todos os gêneros no Japão são desencorajados a tirar licença de qualquer tipo, acrescentou Murakami.

Mochizuki se lembra de uma colega que tirou a licença-menstruação. “Eu pensei, ‘Por quê?’ e também ‘Como você pode fazer isso, como você pode dizer ao seu chefe?’” Em vez disso, ela acha que licenças médicas mais gerais funcionariam melhor do que licenças menstruais, para ajudar mulheres com períodos particularmente difíceis.

Além disso, os períodos continuam sendo um assunto delicado. Quando as mulheres compram absorventes na loja, por exemplo, o balconista os coloca em sacos de papel pardo, como se fossem algo que precisa ser escondido, como contou Murakami.

“Se você contar às pessoas que está de licença por causa da menstruação, isso será visto como você não é tão boa quanto os homens”, opinou.

O caso da licença temporária

Em outras partes da Ásia, as empresas não estão apenas usando licença-menstruação para apoiar seus trabalhadores: elas também estão fazendo disso uma declaração política.

A empresa indiana de entrega de comida Zomato, por exemplo, ao lançar sua política de licença-menstruação em agosto, disse que queria mudar as percepções na Índia, onde o ciclo menstrual é envolto em vergonha.

“Na Zomato, queremos promover uma cultura de confiança, verdade e aceitação”, escreveu o fundador e CEO Deepinder Goyal aos funcionários em um e-mail, que foi divulgado publicamente. “Não deve haver nenhuma vergonha ou estigma associado ao pedido de licença-menstruação. Você deve se sentir à vontade para dizer às pessoas em grupos internos ou emails que está em seu período de licença do dia”.

O anúncio foi notável em um país onde às vezes as mulheres não têm permissão para cozinhar ou tocar em ninguém quando estão menstruadas. As meninas na Índia normalmente perdem 20% do ano letivo por causa da menstruação, e 70% das mães consideram a menstruação “suja”, de acordo com um relatório de 2014 feito pela organização filantrópica Dasra.

No entanto, o anúncio da Zomato foi recebido com desdém nas redes sociais – muitos argumentaram que a política poderia fazer as mulheres parecerem fracas ou desencorajar os gestores de contratar trabalhadoras. Alguns dos que se opuseram ao movimento da empresa eram mulheres.

De acordo com Elizabeth Hill, professora da Universidade de Sydney que pesquisa gênero e emprego, o motivo pelo qual a licença-menstruação é tão contestada, mesmo entre as feministas, é porque não se sabe bem se ela ajuda ou prejudica as mulheres no trabalho.

Hill diz que muitos dos argumentos contra a licença são semelhantes aos que criticam a licença-maternidade. Os oponentes argumentaram que obrigar os empregadores a pagarem a licença-maternidade poderia desencorajá-los a contratar mulheres.

Mas Hill também disse que agora há evidências que sugerem que políticas generosas de licença-maternidade encorajam as mulheres a permanecer na força de trabalho em vez de expulsá-las.

Isso é particularmente importante na Índia, que tem uma das menores taxas de participação feminina na força de trabalho, em torno de 35%.

“É uma reformulação maravilhosa que deixa claro que o problema é o trabalho, não as mulheres”, disse Deepa Narayan, cientista social e ex-conselheira do Banco Mundial.

Guneet Monga, que produziu um documentário em curta-metragem vencedor do Oscar chamado “Period. End of Sentence” (título que faz um trocadilho com período menstrual e ponto final) sobre a menstruação na Índia, disse que o movimento da Zomato parece progressivo, mas, mesmo que se espalhe para outros locais de trabalho, não terá um impacto para os milhões de mulheres na Índia que não trabalham em escritórios.

“Eu acho que todo esse conceito de direitos das mulheres e igualdade e feminismo não é uma escolha nas classes mais baixas. Elas apenas trabalham dia após dia para se alimentar. Elas trabalham em uma crise existencial”, contou. “Eu encorajo a conversa em um nível, mas acho que ainda falta muito para vermos uma mudança”.

E no Ocidente?

De tempos em tempos, a licença temporária volta ao debate nos países ocidentais – e sempre levanta as mesmas reflexões mordazes que a tratam como uma má ideia.

Após o anúncio da Zomato, o jornal “The Washington Post” publicou um artigo de opinião intitulado: “Sou feminista. Dar às mulheres um dia de folga para a menstruação é uma ideia burra”. O artigo defendeu que a licença-menstruação é uma proposta “paternalista e tola” que “reafirma um determinismo biológico na vida das mulheres”.

E depois do Victorian Women’s Trust, um grupo australiano de defesa dos direitos das mulheres, introduzir uma política de licença-menstruação para sua equipe em 2017, o jornal “The Courier-Mail” de Brisbane publicou um artigo de opinião com o título: “Como trabalhadora na Austrália, me sinto insultada por esse plano maluco”.

Hill, a professora de Sydney, disse que há evidências anedóticas de que mulheres e homens mais jovens no Ocidente tendem a ser mais receptivos à ideia, enquanto as mulheres mais velhas se opõem mais. Para Hill, mulheres mais velhas muitas vezes acham que, por terem trabalhado durante a menstruação, as mais jovens deveriam fazer o mesmo.

Ela observou que havia projetos diferentes para licenças-menstruação, e nem todas as políticas foram criadas da mesma forma.

Alguns argumentam que deveria haver mais direitos de licença pessoal para pessoas de todos os gêneros. Outros defendem o aumento das licenças por doença para incluir a licença-menstruação, embora os críticos argumentem que as mulheres não estão doentes durante o ciclo, e sim passando por um processo biológico normal.

As evidências sugerem que há algum desejo (e necessidade) de licença temporária no Ocidente.

Uma pesquisa com 32.748 mulheres holandesas publicada no British Medical Journal no ano passado descobriu que 14% tinham faltado ao trabalho ou à escola durante o período menstrual. Mesmo quando ligaram dizendo que estavam doentes devido à menstruação, apenas 20% deram o verdadeiro motivo.

Cerca de 68% afirmaram que gostariam de ter a opção de flexibilizar o horário de trabalho ou de estudo durante a menstruação. Mas a maioria (cerca de 80%) acabou trabalhando de qualquer maneira, embora se sentisse menos produtiva como resultado dos sintomas. A produtividade perdida chega a quase nove dias por ano, de acordo com o estudo.

No Victorian Women’s Trust, a diretora executiva Mary Crooks disse que os benefícios da licença-menstruação foram “absolutamente palpáveis” para seu escritório, que tem 13 funcionárias.

“A gente não deveria ser desonesta sobre o motivo pelo qual não pode vir para o trabalho e por que não pode ter um desempenho produtivo”, opinou, acrescentando que o ciclo reprodutivo é crucial para a saúde física e mental das mulheres.

A política do Victorian Women’s Trust dá opções às mulheres: um local confortável para trabalhar no escritório, permissão para trabalhar em casa ou tirar até 12 dias de licença menstrual remunerada a cada ano.

Nos quatro anos desde que foi introduzido, as funcionárias tiraram apenas 21 dias de licença remunerada entre elas.

Segundo a diretora, a cultura se tornou mais favorável e a equipe se sente mais confortável para discutir suas necessidades menstruais e cuidar melhor de si mesma. Como os funcionários se sentem respeitados por sua empresa, eles também trabalham de forma mais produtiva, acrescentou Crooks.

“Eu acho que nada além de aspectos positivos surgiram em nosso local de trabalho como resultado disso”, contou. “Para nós, a remoção da vergonha e do estigma é uma das grandes peças do quebra-cabeça na imagem da igualdade de gênero.”

Esse é certamente o caso do Japão, onde o estigma ainda existe.

Parte do motivo pelo qual as mulheres não estão tirando licença-menstruação, de acordo com Murakami, da OCDE, é que a cultura em torno da licença e da menstruação faz com que as mulheres evitem usufruir do direito por temer a discriminação de seus empregadores.

“Acho que a lei tem o objetivo de ajudar as mulheres, mas, se não for bem implementada, pode acabar prejudicando-as”, disse.

Yoko Wakatsuki da CNN contribuiu para esta história de Tóquio, Japão. Gawon Bae e Yoonjung Seo da CNN contribuíram de Seul, Coreia do Sul.

CNN Brasil

CBF divulga datas dos jogos de ABC, América e Globo na segunda fase da competição

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou na tarde desta segunda-feira (30) a tabela da segunda fase da Série D.

A partir desta fase, as disputas serão no formato mata-mata.

ABC e Globo fazem um duelo caseiro. A primeira partida acontece dia 06/12, às 15h, no Barrettão, em Ceará-Mirim. O jogo da volta está marcado para o dia 12/12, às 15h30, no Frasqueirão, em Natal.

O América enfrenta o Coruripe-AL. O primeiro jogo será no dia 06/12, 15h, no estádio Gerson Amaral, em Coruripe, Alagoas. A partida que define o classificado para a próxima fase está marcada para o dia 13/12, às 15h, na Arena das Dunas, em Natal.

Confira a tabela completa da segunda fase:



TRE-RN alcança a categoria Ouro no Prêmio CNJ de Qualidade 2020

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) alcançou a categoria Ouro no Prêmio CNJ de Qualidade 2020, do Conselho Nacional de Justiça. A premiação foi anunciada na manhã desta sexta (27) durante o XIV Encontro Nacional do Poder Judiciário, que reuniu mais de 90 tribunais brasileiros em sua primeira edição não-presencial.

O Prêmio CNJ de Qualidade foi criado em 2019 e avalia diversos eixos da gestão dos tribunais, especialmente os relacionados à produtividade e à governança de dados. Ações voltadas aos temas sustentabilidade, acessibilidade, estatística, tecnologia da informação, além do cumprimento às metas do judiciário estiveram entre as avaliadas nesta edição. O TRE-RN destacou-se por uma série de iniciativas da gestão que promovem uma melhor prestação de serviço ao cidadão.