“Para os amigos flores e paetês, para os adversários pedra e espinhos,”
Parece ser esse o sentimento do presidente da Câmara Municipal de Vereadores do Município de Santa Cruz/RN, Sr. Monik Melo. Suas atitudes e gestos a frente daquela casa remete a frase acima. Enquanto fica de abraços e confetes com os 06 vereadores de sua base, os 02 vereadores da oposição tem sentido na pele sua gestão de mão de ferro.
É bom lembrar que os 02 vereadores da oposição não tem assessores lotados na casa, não tem gabinetes, enquanto os demais têm toda regalia que o poder despõe. O que demostra, segundo os vereadores, uma injustiça e afronta ao Regimento Interno da casa.
O presidente esquece que, a instituição Câmara é isonômica, tendo os vereadores os mesmos direitos, poderes e deveres. Na condição de presidente, ele, a seu bel prazer, não pode definir a relação institucional entre, quem é oposição e situação. Ou seja, para minha base, tudo facilitado, para a oposição, tudo dificultado, inclusive, o direito de legislar. Essa é uma situação jamais vivida naquela casa e a gota d´água pra isso vir à tona, foi o presidente ter se recusado, sem justificativa legal, colocar em pauta na sessão ordinária de ontem (04), o PROJETO DE RESOLUÇÃO de autoria dos vereadores Paulo César Bejú e João Victor, que visa criar a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Fauna e Flora.
Visivelmente preocupado com a situação que vem enfrentado, o vereador João Victor subiu a tribuna e cobrou do presidente respeito, disse ele “Subo a esta tribuna para demostrar minha preocupação com a forma como eu e meu colega Paulo César estamos sendo tratado nesta casa. O presidente usa dos pesos e duas medidas, não colou nosso projeto de resolução na pauta. Qual a justificativa? Quero afirmar que não estou aqui para pedir favor a ninguém, o povo me colocou nesta casa, para exercer um papel de fiscalizador e legislador. Mais respeito, por gentileza”.
Segundo o parlamentar, o presidente deu 03 justificativas, uma delas, é que o projeto não veio com o número, porem, o blog em conversa com o assessor do vereador Paulo César Beju, o mesmo afirma que a justificativa dada pelo presidente em plenário sobre a questão do PROJETO DE RESOLUÇÃO é no mínimo, lamentável. O assessor esclarece que: a prerrogativa de sequenciar a ordem dos projetos é da secretaria geral da casa, essa sequencia não é disponibilizada para outras pessoas, logo, não tinha como a proposição ser entregue com o devido número, isso é feito na secretaria que organiza a sequencia numérica de cada proposição e encaminha a pauta com a devida EMENTA. Penso que o presidente deveria saber disso.
Diante do quadro, o blog tomou conhecimento que os nobres vereadores da oposição estudam irem ao Ministério Público solicitar que este, tome providência.
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