sábado, 26 de maio de 2018

Fátima afirma: preços do combustíveis é resultante do governo “entreguista”


Fátima Bezerra

A senadora potiguar Fátima Bezerra, do PT, usou o seu perfil oficial no Twitter para comentar a crise provocada pela greve dos caminhoneiros, que chegou neste sábado, 26, ao seu quinto dia, interrompendo rodovias e dificultando o abastecimento das cidades. E, para a petista, toda essa crise é consequência a gestão Michel Temer. Ou melhor: do governo “entreguista”.

“Os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis promovidos pela Petrobras sob a tutela do governo entreguista de Temer é resultado de uma política irresponsável de preços adotada, indo contra os interesses da população e da economia nacional”, afirmou ela.

Antes, Fátima Bezerra já havia ironizado, afirmando que “gasolina a 10 reais, dólar a 4 reais e tem gente até hoje dizendo que ‘era só tirar a Dilma e o PT'”. “Em julho de 2017 o governo Temer dobrou a alíquota de PIS/Cofins na gasolina e no diesel. Em um só dia a gasolina subiu 6% e o diesel 10%. Desde que a Petrobras mudou sua política de reajuste de preços e os atrelou ao mercado internacional a gasolina aumentou 60,54%”, relembrou a petista.

“Ao atrelar os preços dos combustíveis ao mercado internacional a Petrobras reajustou o preço do diesel em 55,77%, desde julho de 2017. Nos 13 anos dos governos Lula e Dilma os reajustes dos combustíveis ficaram 26% abaixo da inflação. Desinvestimento da Petrobras, aumento da importação de gasolina e diesel, alta do dolar e alta do preço do barril de petróleo é a receita explosiva para a elevação dos preços dos combustíveis no Brasil”, avaliou.

Fátima afirmou ainda que o desinvestimento da Petrobras gerou desemprego em todo o país e fez com que se aumentasse as importações de combustíveis. Isso fez o Brasil ficar vulnerável aos preços internacionais do petróleo. “Em 2001, Parente era ministro de Minas e Energias de FHC e levou o país ao apagão elétrico. Hoje, como presidente da Petrobras, levou o Brasil ao apagão de combustíveis. Ao entregarmos o petróleo do pré-sal para as empresas internacionais corrermos o risco de deixarmos o Brasil sem combustível, ou de pagarmos um preço elevado por ele, como agora”, pontuou.

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