sábado, 17 de março de 2018

Com 20 anos de experiência na polícia, delegado diz que Legislação Penal não é "frouxa"



Com mais de 20 anos a serviço da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, tendo trabalhado em quase todas as comarcas da região Oeste do Estado, o delegado Renato Oliveira não concorda com a maioria dos colegas policiais que diz que a legislação penal é “frouxa”.


Reforça dizendo “Não importa o tamanho da pena. O que importa é o sujeito tenha a certeza de que vai ser punido se comete o crime vai cumprir a pena determinada judicialmente. Isto o faria pensar duas vezes antes de cometer o crime”, diz o experiente delegado.

Renato Oliveira, que atualmente está à frente da Divisão de Polícia do Oeste, assegura que Legislação Penal é dura. Para ele, o que falta são bons policiais, tecnologia e apoio pericial para prender o suspeito com provas materiais robustas e, assim, a justiça condena-lo a pena devida.

O delegado reconhece, também, que o sistema prisional faliu. Que atualmente piora o bandido e não oportuniza a possibilidade de reintegra-lo a sociedade. Em tese, o Estado está prendendo bandido, deixando-o pior nos presídios e soltando nas ruas.

“Para onde você acha que vai aqueles presos que fizeram aquelas barbaridades em Alcaçuz (decapitaram mais de 20 presos e jogaram as cabeças no pátio – VEJA AQUI) ao concluir suas penas?”, pergunta o delegado Renato Oliveira, justificando sua tese e exemplificando a necessidade extrema de mudar o sistema prisional brasileiro.

O sistema prisional, para o delegado Renato Oliveira, é uma das fontes geração de bandidos perigosos, capacitados a maldades extremas no seio social.

A outra é a própria família, que está desestruturada; é a escola, que com seus métodos ultrapassados não atende mais aos anseios dos jovens; e são as igrejas, que estão com suas crenças divididas. “Quando estas instituições falham, a Polícia é acionada para intervir”, diz. Continue lendo aqui...